terça-feira, 24 de abril de 2012

A quinta posição e o sapinho

Foto de Jayane Marcil

Eis o meu maior defeito: minha quinta posição. Ela parece mais uma terceira sofrida e mais próxima, pra ser bem sincera. A esquerda é até melhor do que a direita. A direita é uma vergonha... haha Já me disseram que bailarina coxuda tem mais dificuldade em fechar direitinho a quinta posição. Sendo assim, 1 a 0 coxa... É a parte mais gordinha do meu corpo. rs

O chão da minha sala está em reforma e é um pouco escorregadio. É de madeira, nada antiaderente. Consequência: minha quinta é praticamente inexistente nas aulas de ponta. Precisamos até providenciar breu... Porque minha quinta melhora quando consigo fincar os pés no chão, pelo menos.

Perguntei à Monica, minha professora de alongamento sofrido  cubano, o que eu poderia fazer para melhora-la. Sua resposta foi o sapinho.

Sim, aquela posição desagradável de se fazer caso você tenha mais de 10 anos de idade. haha Eu não ia postar nenhuma foto ilustrativa minha (imagina!). Felizmente, minha amiga fotógrafa Carla Costa tinha este imagem:



Agora, desenho fazendo sapinho, vejo filme fazendo sapinho... haha Tudo para ver se consigo uma melhora na minha quinta. Tentar emagrecer também não seria má ideia.

Queria saber de vocês, o que vocês fazem pra melhorar a quinta?

Dica: Cada um tem a sua própria quinta, seus limites, e temos que tomar muito cuidado para não danificar nosso joelho, forçando demais, ok? Pergunte sempre a opinião do seu professor.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Eu na Revista de Dança


Ballerinas, apareci para dividir a notícia com vocês.

Eu, Cássia e a Sara (que até então não conhecia, mas achei lindo que ela é leitora do blog!) fomos entrevistadas pela Revista de Dança sobre como é ser blogueira no mundo do ballet.

Adorei o resultado e vocês podem ler tudo na íntegra aqui.


Beijo

domingo, 8 de abril de 2012

Disciplina: nada de ponta apoiada!


Há um tempo atrás, postei aqui no blog sobre minha descoberta do ângulo certo para se fazer uma ponta en dehors linda. Até comentei -- não sei se lembram -- que minha professora pintou uma bolinha no calcanhar da sapatilha de cada aluna para que pudéssemos sempre lembrar para onde projetar o pé.

Pois bem. (Vou dar uma volta enorme para chegar no argumento, mas vocês não se importam, né?) Uma coisa tem me incomodado nas últimas aulas. Uma coisa que tenho observado nas minhas companheiras de turma. Mas como não sou a professora, fico calada, é claro, até porque não estou na posição de corrigir ninguém. Mas aqui eu posso escrever, não posso? rs

Como eu não vou me apresentar (de novo) no meio do ano, fico alongando nos últimos minutos de ensaio e observando as meninas. E eu não consigo entender por que ninguém estica as pernas e as pontas da maneira correta! Já começa na fila. Se todas se encaixassem, se concentrassem e esticassem as pontas e pernas antes de dar o primeiro passo, tudo sairia muito mais bonito.

Porque a coreografia começa na coxia e bailarina tem que estar sempre alinhada. Uma das coisas mais importantes que minha professora me ensinou, por exemplo, é que não se deve sair andando de qualquer jeito na diagonal quando completar uma sequência ou um salto, mas sim finaliza-la corretamente.

Eu sou muito observadora e sempre percebia em videos e fotos que as bailarinas estavam encaixadíssimas e com os pés en dehors na maioria das posições "preparatórias" e carreguei isso comigo. Lembrando: O en dehors vem lá do encaixe do quadril, passando pela abertura da coxa, o joelho esticado até chegar nos pés.

E o que acontece com as meninas que não se alinham e não corrigem a postura antes de entrar "em cena"? A ponta fica apoiada no chão. *Pavor* E o en dehors vai pra conchinchina, é claro.

E isso, ballerinas, é o que mais me irrita nessa história toda: uma ponta "apoiada", dobrada no en dedans no chão, amassada e sem firmeza nenhuma. O ballet é tão bonito... e ele depende desses pequenos detalhes para ser bonito, entendam.

Então, resolvi fotografar as minhas pernas fazendo a mesma pose que as meninas da minha turma fazem antes de entrar em cena, uma certa e uma errada. É bem provável que alguém venha me dizer que estou equivocada e que minhas pernas estão absolutamente erradas, por isso, gostaria já de antecipar as críticas e dizer que, sendo construtivas, são bem-vindas.

Na verdade, depois eu reparei que nem fiz direito a pose errada. Deveria ter dobrado mais o joelho e apoiado mais o en dedans no chão, mas é o vício de fazer tudo certinho sempre rs. #nerd
errado

certo

Neste gráfico abaixo, que encontrei num site chamado Terceiro Ato, dá pra perceber a posição correta da perna e dos pés em todos os ângulos:



Moral da história: Estica essa ponta! Moral da história 2: Estica esse joelho e encaixa esse quadril! Pensa na abertura da coxa e no en dehors sem-pre. Ponta apoiada nunca mais!

E nem me façam falar do pé de lavadeira (é como minha professora chama quando apoiamos a ponta no joelho quando fazemos um passé).

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Resultado do sorteio de aniversário Meia Ponta & Capezio

Meninas, o sorteio foi um sucesso maior do que o primeiro.
Adoro presentear vocês e o farei sempre que puder. :)

Vamos ao resultado: a sortuda foi Amanda Pereira, de Maceió, que escolheu uma Cerrito. Parabéns!


Amanda, vou entrar em contato com você via email, ok?

Os outros comentários, como combinado, serão apagados para manter a privacidade das participantes que deixaram seus emails.

Obrigada pela participação de todas e até o próximo post!

domingo, 1 de abril de 2012

Grand jeté - a descoberta

Foto: Carol Lancelloti, Cia Brasileira de Ballet - Dom Quixote

Ah, eu adoro grand jetés! É um salto que minha professora do Rio dava o tempo todo na diagonal e um dos poucos no qual eu era naturalmente boa (em outros, pareço uma sapa desajeitada, tentando várias vezes descobrir o mecanismo da coisa rs).

Na minha escola em Brasília só começamos a arriscar coisas na diagonal por agora (antes, só fazíamos centro) e como a aula passada foi dada por uma substituta, eu a persuadi a dar uma diagonal caprichada, com sissone e grand jeté (negociei um debulé, mas não rolou rs).

A primeira feliz descoberta foi que meu dedo lesionado não reclamou como de costume. Parece já estar bom, apesar de nunca ter voltado a sua finura normal. E a segunda feliz descoberta foi as duas maneiras de se fazer este salto.

Uma, explicou a professora (mais nova que eu, #todaschora) é saltar já com ambas as pernas esticadas (o que eu sempre fiz) e a outra é saltar e desenvolve-las no ar. Eu já havia visto algumas bailarinas fazendo desta forma, mas achava (na minha ignorância rs) que era "opcional" haha. Não sabia que eram duas fomas distintas de se executar um salto e... não sabia que a segunda era mais fácil! Sim! Já subir com ambas as pernas esticadas é muito mais difícil do que desenvolve-las no ar.

Meu grand jeté costuma ser até bem aberto pra uma iniciante, mas nunca retinho. Só que, quando mudei a forma de executar e saltei desenvolvendo a perna, milagre: ele ficou perfeito! Não acreditei no que vi no espelho, no flash de um segundo. Fiquei tão orgulhosa! Tive que dividir aqui com vocês... Alongem, façam um bom tombé pas de bourrée, peguem impulso e developé antes de saltar. Perfect. #ficaadica

E vamos ser mais ousadas no ballet, meninas! As minhas companheiras de turma preferiam preencher o resto da aula com mais barra do que com exercícios na diagonal. E muita gente fazendo grand jeté miudinho... Tem que se jogar! Mesmo fazendo errado, mesmo o braço indo na direção que não devia. Primeiro, temos que sentir o ar fresco da liberdade. A técnica vem depois. ;)