quinta-feira, 21 de abril de 2011

as dificuldades #2 : o alongamento e o peito de pé



Atendendo a pedidos dos comentários, voltei com o assunto das dificuldades. Mas olha, o que escrevo no blog são experiências minhas, ou seja, de uma bailarina adulta que começou há dois anos atrás. Não sou profissional, não sei de tudo. A maioria das dicas que posto são lições que aprendi dentro de sala de aula, ouvindo as professoras.

Ballerinas ansiosas pela flexibilidade dos sonhos: ela vai aparecer! Mas o processo é gradual e lento. E doloroso também. Eu ainda não cheguei lá. Sempre fui flexível, sempre tive facilidade. Isso ajuda, mas não te dá o problema resolvido. É importante se dedicar e ir um pouco além do que se consegue sempre - e ficar por no mínimo 8 segundos. Minha professora do Rio falava que o músculo tende a tensionar quando alongamos um pouco além do nosso limite, e que por isso, devemos manter a concentração e relaxar - mesmo com a dor. Eu sempre tento relaxar, fechar os olhos. Não adianta ficar tensa. Depois de alguns segundos, o relaxamento ajuda mesmo! Eu me sinto melhor e mais apta a continuar.

Alongar em casa é importante. Eu esqueço, confesso. Na verdade, eu não decoro série de exercício nenhuma! rs Então, quando me alongo em casa, faço sempre as mesmas coisas... haha Mas, quem lembrar, é bom fazer tudo, como se fosse uma aula de chão.

As meninas me perguntam sobre as aberturas. Eu consigo fazer bons grand ecarts, mas o que vai mesmo até o final é o da perna esquerda na frente. Quando entrei para o ballet, isso não acontecia. E o da perna direita na frente tá quaaase lá. :)

Tem aulas e aulas. Quando retorno de um feriado, por exemplo, nada alonga o suficiente. rs Daí a importância de se alongar em casa.


Peito de pé

Acho que já falei um pouco disso por aqui. O importante não é o foco num peito de pé lindo, mas sim numa ponta forte! Como minha professora, Mônica, brinca: peito de pé tem o falso, pra comprar. Você tem que se preocupar em se sustentar bem nas pontas e isso independe de ter uma super curvatura! O peito de pé vai ficando bonito com o tempo, se o exercício nas pontas for feito corretamente. É muito importante fazer uma ponta (isso, desde a meia ponta e em todos os exercícios!) dedicada! O que seria uma ponta "dedicada"? Aquela que sai desde o joelho, que deve estar super esticado! O trabalho de ponta não começa no simples esticar de dedos. Tem que vir da alma, por assim dizer. haha "Vir de dentro". Adoro essa foto do meu layout, com as pontinhas todas murchas! rs Não adianta fazer exercícios rapidamente com a ponta desse jeito. Você não vai estar trabalhando os pés. #ficaadica

Espero ter ajudado em alguma coisa.

Beijos, ballerinas!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

as dificuldades

Tenho recebido vários emails de adolescentes e jovens que querem começar a dançar (ou acabaram de começar), mas sentem um certo medo das dificuldades. Sempre me perguntam: "Quais foram suas dificuldades?" Decidi fazer um post a respeito. Espero que responda a todas as perguntas.

Eu comecei a dançar com 21 anos (hoje, tenho 23) e confesso que nunca pensei nas "dificuldades" no começo! Juro! Estava tão feliz de começar no ballet, que não tinha espaço para medos na minha cabeça. Digamos que comecei no ballet de forma bem humilde, sem esperar grandes coisas - ou pelo menos fingia pra mim mesma que não esperava haha.

Sempre fui muito dedicada e apaixonada e, consequentemente, uma das melhores da turma. Não que ballet seja fácil - não é! Já postei por aqui muitas frustrações com relação a exercícios de barra e trabalho nas pontas. No início, tudo é novo e complicado. Mas todo mundo tá aprendendo junto, então, não tem porque sentir vergonha ou medo. Estando numa turma de adultos ou não, todas as alunas ali estão no mesmo nível. Eu também não sentia vergonha. Tive muito apoio do meu namorado e da maioria dos amigos e família, fui uma menina de sorte neste caso. E, para aqueles espertinhos, cheios de opiniões e críticas, eu sempre tinha uma boa resposta, quase que ensaiada. E segui minha vida, meu ballet... Nunca foi uma incógnita pra mim, sabe. Sempre foi tudo muito simples. A paixão supera qualquer dificuldade. Nem sempre me sinto 'a bailarina linda'. Aula passada, estava me sentindo gordinha, achando meu arabesque horrendo e meus peitos, enormes! Mas sabe o que eu fiz? Ri e continuei dançando. Porque é uma bênção poder estar ali. E dificuldade é não poder dançar. :)

*

Ballerinas, queria divulgar por aqui a 5a edição da minha revista virtual, a Lagarta, que acabou de ir ao ar! A edição tem editoriais de moda, maquiagem, entrevistas, colunas sobre viagem, gastronomia e muito mais! Só clicar aqui.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

porque a vida tá bonita de novo!


As portas se abriram mais rápido do que eu pensava! Surgiu uma oportunidade de eu retornar ao ballet. :) Estou feliz de novo. E posso dizer que estudo na melhor escola de Brasília, †á?? haha
Obrigada pelo apoio e carinho, ballerinas. Lá vamos nós de novo!

terça-feira, 12 de abril de 2011

para rir - porque todo mundo passa por desafios

bailarina interrompida

Esses dias, lendo o blog da Cássia, soube que ela voltou a dançar depois de 1 ano e fiquei muito feliz. Pensei que não saberia exatamente o que fazer se isso acontecesse comigo. Parar de dançar, que desespero! Em dois anos e alguns meses de ballet, nunca parei, nem numa pensei em parar. Até que veio o dia.

Hoje o dia foi difícil porque tive que tomar a decisão de sair do ballet por tempo indeterminado. Por esta e por tantas outras coisas venho choramingando pelos cantos. O mês tem sido difícil. A mudança para Brasília ainda está acontecendo, tanto na minha vida pessoal quanto profissional. E quando temos que cortar custos, ballerinas, não tenho muito para onde ir, sabe...
Nunca fui boa com dinheiro, nunca foi organizada neste ponto. E sempre acredito que o dia amanhã será melhor. E vinha esperando esse dia, mas passou um mês, dois meses... e nada. Por isso, cheguei ao extremo.
Não sei como lidar com isso, gostaria de saber a fundo como a Cassinha lidou com a situação. Só sei que é triste, ter que deixar o ballet assim, sem saber, sem querer... Não queria atrasar meus estudos, não queria parar com as pontas, não queria acabar com o único exercício físico que me faz feliz, com uma das minhas maiores paixões. Nem por 1 semana, nem por um mês, nem por 6! Não gosto de faltar nenhuma aula, vocês me conhecem...

Bem, pode ser que eu esteja fazendo drama, indo na emoção. Esse dia veio tão inesperado e tão estranho como um sonho distante, daqueles que você não consegue lembrar por completo quando acorda. Ainda não parece realidade. Mas é.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Contando histórias de ballet



Esta semana, fui presenteada pela Teresa Vilela com o livro de sua autoria, "Contando Histórias de Balé". Teresa me disse que encontrou o Meia Ponta através da busca pelo Google, caindo direto no post A difícil busca sobre livros de ballet e resolveu me mandar um email.

Fiquei muito feliz com o presente, pois realmente é muito difícil encontrar livros em português. Todos os meus livros sobre ballet foram adquiridos em sebos e a maioria é em inglês. O que mais me passou informações interessantes a respeito de ballet de repertório foi o da Ana Botafogo, que cito aqui neste post. Mas, como ela não dançou todos, não contém a história do Pássaro de Fogo, por exemplo. Eu sei que tudo isso pode ser encontrado online, mas eu sou ainda um pouco tradicional: adoro livros e adoro ter as histórias na minha prateleira, para quando eu quiser ler, no conforto da minha cama. Sem falar que, na internet, nenhum texto ou informação passa por um rígido controle de qualidade, né?

Contando Histórias de Balé
é um livro voltado para crianças. A leitura é leve e dinâmica, e no final de cada história há informações fundamentais, como quem coreografou, quem compôs e em quantos atos o ballet é apresentado. Tudo objetivo, para não cansar. Já me vi lendo para minha (futura) filha, como se fossem contos de fadas mesmo... Assim, se um dia ela quiser ser bailarina, já vai saber todos os repertórios! haha O livro também vem com dois CDs de áudio, que narram cada história daquele jeitinho lúdico,que criança adora!


“Um balé será sempre melhor apreciado e a arte dos bailarinos que o interpretam melhor entendida, por todos que previamente tiverem conhecimento de sua história”.
Ana Botafogo

"Espero que, com este material, essas histórias permeiem as aulas de dança, contribuindo para um ensino mais criativo e consciente; e que, desta forma, possa atingir um lugarzinho muito especial, de onde penso que a dança vem: a alma."
Teresa Vilela


Quem quiser comprar o livro da Teresa, pode encomenda-lo aqui.