sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Dúvidas e ano novo



Oi, ballerinas

Resolvi adiar o post sobre os alongamentos para fortalecer e relaxar as costas porque quero preparar umas fotos ilustrativas bacanas. Então, ele sobe semana que vem, já em 2012!

Falando em novo ano, desejo muita dança, felicidade e sucesso em 2012 para todas vocês. Que todas tenham uma ótima virada.

Keep calm, be happy and DANCE ON!

Quero também usar o último post do ano para responder duas perguntas que a leitora Roberta me fez nos comentários. Quem sabe alguém aí pode responder melhor do que eu?

Qual a relação do ballet com tatuagens: proibido ou só não pode aparecer no palco? (não tenho nenhuma tatuagem, mas tinha vontade de ter)
Olha, Roberta, acredito que se há algum problema com tatuagens no ballet, este ocorre somente quando se é profissional. Não acredito que seja proibido, mas acredito sim que as bailarinas profissionais evitam fazer, pois se possuem uma, com certeza devem maquia-la para subir ao palco (o que hoje em dia não é nada muito complicado de se fazer, com tantos produtos e técnicas que existem).

O que significa ter “pé ruim” no ballet? (acho que meu pé não é como de outras bailarinas que vejo por aí…)
Já ouvi dizer que ter peito de pé avantajado não influencia necessariamente para a bailarina obter um grande desempenho na dança. A Cássia tem um ótimo post sobre, com tudo explicadinho. Para ler, clique aqui. Já li que o tal do pé chato é o mais difícil de "lidar". Tem um post sobre no blog da Thais, do Ponta Perfeita. Para ler, clique aqui.

Espero ter ajudado. Até 2012!

Carol

domingo, 18 de dezembro de 2011

Natal bailarinístico



Não tem como não lembrar de O Quebra Nozes quando se pensa em Natal e ballet. Por isso, escolhi estas imagens abaixo para desejar a vocês um Feliz Natal. Um pouco prematuro, eu sei, mas não sei ao certo quanto poderei sentar e postar, visto que viajo para o Rio amanhã e a semana será cheia! Mas ainda voltarei este ano, claro. Quero dar as dicas dos alongamentos e exercícios para fortaceler as costas que minha professora me passou ontem (para quem carrega muito peso, como eu carregarei nas semanas de moda)

O Quebra Nozes foi um dos primeiros ballets que assisti (em vídeo) e não há como negar que ele tem algo de especial. Pelo menos pra mim. Lembro de estar começando na primeira semana do ballet e era tudo tão mágico... Colocava o DVD no quarto e usava um apoio qualquer como barra (tsc tsc, não pode! rs) e sonhava e sonhava, enquanto assistia.



Adoro histórias encantadas, iluminadas, e adoro Natal. Por isso, apesar de não estar nos meus top 3, ele é querido e fica guardado no meu coração.

Feliz Natal, ballerinas! Vocês são muito queridas.

Natal não precisa de religião, não precisa de regras. Basta ser em família, ou entre amigos. É uma data para comemorar todos os preciosos presentes que ganhamos nessa vida. ;)



Minhas resoluções para 2012 incluem muitas realizações na dança, como:

-Retornar às aulas;
-Ler todos os meus livros de ballet (comprados em sebo, lembram?)
-Separar pelo menos um dia na semana para estudar e assistir muitos videos de ballet
-Ser uma blogger mais dedicada! haha

Beijo!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

As pernas de Danilova



Hoje de manhã, estava procurando algumas imagens para publicar na página do Meia Ponta no Facebook e me deparei novamente com as lindas pernas de Alexandra Danilova.

Alexandra era uma das mais populares bailarinas russas das décadas de 30 e 40. Dançou primeiramente pelo famoso Ballet Russes, de Sergei Diaghilev (sendo coreografada por ninguém menos que Balanchine) e depois pela "continuação" da cia, quando a mesma virou "Ballet Russes de Monte Carlo". Alexandra era grandona. E tinha pernas. E que pernas! Confesso que elas são uma inspiração pra mim.


Nossa visão estética está meio distorcida. Bem, os tempos mudaram, né? Na época de Alexandra, o ideal de beleza era outro, mais voluptuoso. Aposto que muitas vão ver essas imagens e dizer que ela era meio gorda para ser uma prima ballerina. Mas ela era! Não só uma prima ballerina, mas uma diva haha (Quem puder, assista ao DVD Ballet Russes para entender)

Hoje, Alexandra me inspirou a ter orgulho das minhas pernas (afinal, o que vou fazer, me jogar da ponte mais próxima porque nasci assim? No way!) e estou até sentindo falta delas. Eu explico:

Um dos benefícios "estéticos" mais bacanas do ballet é moldar nossas pernas perfeitamente, deixando-as secas e musculosas, mas ao mesmo tempo sem aumenta-las.
Logo, faz muita diferença estar parada há meses; isso reflete logo nas minhas pernocas.

Eu ganho músculo fácil, então, quando estou fazendo aulas, minhas pernas logo se modificam, secam e perdem celulites (sim! isso é possível). Separei uma foto minha na época em que estava no "auge" do ballet (haha), fazendo um grand jeté na praia, lá no Rio. Lembro de ter ficado imensamente orgulhosa porque não precisei retocar nada na minha perna no Photoshop.



Pernas, eu voltarei! Prometo.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Hoje eu sonhei com ballet


Quando o ballet aparece nos meus sonhos, geralmente reflete algum sentimento escondido lá no fundo do meu ser a respeito de alguma situação que, na maioria das vezes, nada tem a ver com a dança.

Sempre tenho pesadelos com o ballet. Quando morava e fazia aula no Rio, era minha professora de lá quem aparecia e me dava várias lições duras e verdadeiras sobre tudo. haha Aqui, pela primeira vez, apareceu a Mônica, professora querida que já não me vê há alguns meses, pois ainda não consegui me organizar 100% financeiramente para voltar às aulas.

Eu sempre fui daquelas alunas super dedicadas, que ajudam no espetáculo, seja no conceito, ou no figurino, ou pintando florzinha para cenário... A minha antiga escola era muito perto da minha casa, então, quando podia, passava horas por lá, ensaiando para outras coreografias de modalidades diferentes, ajudando... Era meu refúgio. Aqui em Brasília as coisas mudaram um pouco e eu perdi este refúgio. E logo quando estava começando a me sentir em casa, tive que dar um tempo. E esse tempo está me corroendo.

O sonho foi bem angustiante em um momento específico quando ao subir nas sapatilhas de ponta, não consegui sustentar meus pés! Eles não tinham força para se manter em pé e eu sentia minhas articulações dobrando e pensava "É porque estive todo este tempo sem fazer aula". Até seguro o choro ao escrever sobre esta parte. Porque sei que, mesmo este pesadelo ter sido um reflexo de outros sentimentos em relação a outras coisas da vida, eu também sinto atualmente esta impotência em relação ao ballet. Sinto-me tão distante dele... como se ele estivesse indo embora de mim.

Foi muito estranho... E no final, enquanto estávamos numa espécie de confraternização da escola, mexendo em doces, minha professora me disse que eu podia voltar a hora que eu quisesse. Mas eu respondi, teimosa, com lágrimas nos olhos "Não é bem assim..."

foto: Dance Magazine

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

a Lagarta: edição 7 no ar!

Mudando de assunto, ballerinas (sabia que o post anteior ia revoltar algumas pessoas, mas fazer o que?) gostaria de avisar que a 7a edição da revista virtual, a Lagarta, está no ar!

Desta vez, não há nenhuma matéria sobre ballet, mas tem moda, arte, ilustrações bonitas para se admirar, entrevistas bacanas e tudo mais que uma garota curte, independente de ser bailarina. Espero que curtam! Deixem um feedback por aqui :)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

killer ballerinas

POST EDITADO:

Ballerinas, em função de alguns comentários, resolvi editar este post para esclarecer algumas coisas.
1-Eu canso de dizer que não sou profissional, não sou professora, nem dona da verdade. Isto aqui é um blog de lazer. Estou aprendendo tanto quanto vocês. Logo, por favor, não levem nada que eu digo aqui como verdade suprema. Eu nunca me coloquei em tal posição...
2-Quanto ao depoimento abaixo ser de "apenas uma bailarina", eu não concordo, pois não é nem a primeira, nem a segunda, nem a terceira vez que ouço histórias semelhantes. Talvez o post não tenha sido claro o suficiente, mas a conclusão que eu tirei após ler esta entrevista foi que, baseada em tantas outras coisas que eu já ouvi por aí (histórias de professoras minhas, ou lidas em outras entrevistas, ou vistas em vários filmes) quando o backstage do ballet não é violento para com o corpo e a alma, é exceção (como eu sou, dentro do mundo da moda e das artes. super careta rs). Posso vir a mudar de ideia. Não vou parar de dançar por causa disso, mas a entrevista me marcou tanto quando li, que não pude deixar de me expressar.
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Acabo de receber minha Vogue Brasil deste mês e uma das primeiras matérias era sobre ballet. Fiquei horrorizada com as verdades contadas pela bailarina brasileira Claudia Carvalho. Eu sabia que a vida atrás das coxias era difícil e competitiva, mas não sabia que era deste jeito...

"(...) presenciei algumas vezes o uso de cocaína antes de entrar em cena. Se tivesse exame antidopping no balé, não haveria mais espetáculos"

"A vida em turnê também é dura, há muita promiscuidade, assédios dos coreógrafos (...) O resultado é tensão, corações partidos e muitas bailarinas lésbicas por conta da solidão em longas turnês"

"Certa vez, notei algo estranho ao calçar minhas sapatilhas, antes de entrar em cena num ballet em que era a protagonista. Elas estavam lotadas de taxinhas! Fiquei paralisada de terror!"

Se esta é realmente a educação dada (ou não, né?) dentro das escolas de ballet, se é neste mundo em que vivem milhares de meninas que entram por causa de um sonho, mas acabam o trocando pela própria vida e pela própria alma, eu não quero ter relações com ele. Digo, de defende-lo, de achar tão lindo quanto vemos nos palcos, ou de encorajar minha futura filha a ser profissional, se um dia ela quiser.

Engraçado porque, assistindo ao meu DVD do Ballet Russes, o ballet naquela época não parecia ser esse monstro que é hoje. Ninguém comentou fatos tão absurdos quanto os descritos pela Claudia.

Acho que o ballet como vemos hoje é um reflexo da humanidade desenfreada, acelerada, pouco sensível. Haverá esperança?

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Por dentro da Repetto




A Repetto é a loja-sonho de qualquer bailarina. A marca criada em 1947 que já vestiu os pés de Brigitte Bardot se mantém firme e cheia de novidades. Tive a oportunidade de visita-la quando estive em Paris no início de Outubro e registrei tudo para postar aqui.

A loja e suas vitrines eram um mundo encantado à parte. Antes mesmo de chegar aos produtos, fiquei deslumbrada com a decoração do local. Fiquei muito feliz quando o segurança disse que podia fotografar (pois muitas outras não permitem).






A Repetto criou um conceito muito esperto: Ela não quer só vestir as bailarinas para as aulas, mas para as ruas também. Hoje, os modelos de sapatos e sapatilhas para o dia-a-dia aumentaram e são tão desejados quanto os produtos direcionados à dança. Um calçado Repetto é artigo de luxo: 165 euros era o custo da sapatilha vermelha dos meus sonhos, como a da srta.Bardot. Deixei para outra visita, claro. rs Optei por sair de lá com uma meia ponta (22 euros) para voltar às aulas assim que for possível.



A marca também produz bolsas lindas, também tanto para as ruas, quanto para as aulas. O design moderno mostra que a Repetto está atenta às tendências de moda (afinal, quem disse que bailarina tem que ser sempre clássica?).


E o que dizer dos provadores, com barras para as clientes experimentarem suas sapatilhas? Apaixonante. Queria que meu quarto fosse assim!


Curtiram? Eu não queria mais sair de lá! haha Bailarina que se preze tem que colocar a loja no roteiro quando for para Paris.

Beijos, ballerinas


sábado, 15 de outubro de 2011

Primeiro sorteio do Meia Ponta!


Fico muito feliz de poder presentear pelo menos uma ballerina leitora do Meia Ponta. Vocês não têm ideia de como me deixam feliz com comentários, emails carinhosos e mensagens sinceras. Sortear um presentinho aqui é o mínimo que posso fazer.

Montei um kit fofo na loja do Opera Garnier. Isto porque os produtos da Repetto eram mais carinhos do que eu esperava (e não adiantava trazer meia, sapatilha ou outras coisas de tamanho específico, né?). Fiquei a-pai-xo-na-da por esse estojo de sapatilha! haha Até trouxe um pra mim também... O kit contém um estojo de sapatilha, um espelho e um postal. Detalhes abaixo:

Para participar a ballerina deve:

1- Ser seguidora do blog, se tiver uma conta no google/blogger
2-Deixar um comentário neste post, com nome e email, dizendo " Eu quero ganhar!"
3-Se tiver Facebook, dá uma curtidinha lá, vai... haha

O resultado sai na Sexta-feira, dia 21, aqui no blog mesmo, ok?

Boa sorte! :*

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Visitando o Opéra de Paris


(Todas as fotos: Carol Lancelloti. Só clicar para ve-las maiores)

Estou de volta, ballerinas!

Os últimos dias em Paris (e Veneza) foram incríveis. Muitas coisas maravilhosas aconteceram (entre elas, a oportunidade de conhecer meu querido, Paul McCartney. Leiam a história aqui) e vou contar algumas por aqui, especialmente para vocês.

Escrevi neste post sobre o roteiro bailarinístico que gostaria de fazer durante a viagem e posso dizer que cumpri 90% dele. Isto porque, infelizmente, não assisti a nenhum ballet. Os preços estavam muito caros para o meu bolso (70 euros o mais barato) e eu decidi só pagaria se fosse para ver um clássico, como Romeu e Julieta, mas nenhum deles estava em cartaz.

De qualquer forma, estava nos meus planos visitar o Opéra, claro. Bem, adivinhem aonde foi o desfile da Stella McCartney? No Opéra Garnier! Melhor, impossível! Fiquei emocionada de ter sido lá. Pude entrar e apreciar com calma, subir aquelas escadas toda arrumada; como se fosse assistir a um espetáculo e não com roupa de turistão haha; e ainda fotografar lá dentro, sozinha, depois que o desfile terminou.


O teatro é lindo, mas achei mais macabro do que o Municipal do Rio, por exemplo. É exatamente como retratam em O Fantasma da Ópera: muitos candelabros, meia luz, tudo bem dramático. Mas o segundo andar, onde foi o desfile, era bem iluminado, mais leve.




Depois do desfile, fui visitar a loja que tem dentro do teatro. Fiquei perdida entre tantos livros, DVDs, mimos e souvenirs! Lá também vende produtos Repetto, com sapatilhas, bolsas e sacolas. Tudo com preço salgado, infelizmente. Mas claro que trouxe um presentinho pra sortear aqui no blog, como prometido! Só que este terá um post especial, exclusivo para o sorteio, em breve.







Os arredores do Ópera são visita obrigatória, principalmente a Rue de la Paix, onde fica a loja oficial da Repetto. Mas esta terá um post especial...


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Ballerina em Paris

Uma das tantas (e lindas) obras de Degas sobre bailarinas

Queridas, amanhã embarco para Paris e, como já havia escrito neste post aqui, pretendo fazer várias fotos e escrever posts bacanas quando retornar, a partir do dia 11. Neste meio tempo, não atualizarei o blog, ou responderei emails, ok? Sejam pacientes! haha

Au revoir!
Carol


sábado, 24 de setembro de 2011

E quando você é a bailarina gordinha?


Estava conversando esses dias com uma leitora no Facebook (ah, sim, o blog agora tem uma página lá!) e ela estava extremamente preocupada em ser a gordinha da turma. Disse que era sedentária até então e que estava com vergonha de começar no ballet. "Você é magrinha" - disse ela, como se eu não fizesse ideia do que era ser a gordinha do ballet. News flash, ballerinas, eu sei! haha É óbvio que a gente só publica fotos que nos favorecem. Por que vocês acham que nunca publiquei meu 1o video dançando nas pontas? Meu quadril estava imenso! rs

Não é a primeira vez que novas bailarinas me escrevem dizendo ter medo e vergonha de começar o ballet em função do peso. Em função disso, resolvi contar a minha história com a balança (e a comida!). Não é nenhuma história dramática, mas é válida. haha

Antes de tudo, gostaria de expressar minha opinião a respeito de ser magrinho/gordinho. Ela pode ser controversa, já aviso. E deixo claro que sou contra o preconceito com qualquer tipo de pessoa.
É que da mesma forma que acho errado a indústria da moda encorajar meninas a serem extremamente magras, sou contra esse negócio de que os gordinhos devem se sentir bem com seu corpo. Principalmente os bem gordinhos. Sou a favor da saúde e do peso ideal. Compreendo que há biotipos diferentes, curvas diferentes, ossos diferentes, doenças (físicas e psicológicas) mais complicadas e milhares de outras situações. Mas, na minha opinião, nós (os que temos consciência e podemos) devemos sempre buscar saúde e a nossa melhor forma.

Bem, vamos lá! A minha história pode parecer boba perto de tantas outras, mas tenho boas experiências para dividir, mesmo nunca tendo passado por situações mais críticas.

Tenho 1m50, seios grandes, coxas grossas e bunda. Se eu não me cuidar, acabo virando um bujãozinho. Frequentemente me sinto mal nas aulas de ballet, pois um collant grudado não é exatamente bonito em seios grandes. E sempre faço aula de saia, com vergonha de mostrar as celulites na minha perna. Uma vez tive que ensaiar sem meia (porque havia esquecido em casa) na frente de um monte de gente e acelerei a coreografia inteira só para acabar logo. Então, eu sei o que é ser a mais larguinha e buxuda dentre tantas bailarinas.

Há 4 anos atrás, quando comecei a namorar meu atual namorido, eu estava quase 6kg acima do meu peso, sem fazer exercícios e tinha um péssimo paladar, em função da quantidade de comida congelada e açúcar que comi a minha vida inteira na casa da minha mãe (que trabalhava fora e tinha zero saco para fazer comida. Eu entendo). O Bark (o namorido) me ajudou a reeducar meus hábitos alimentares. Só nessa "brincadeira", perdi 5 kgs. Era praticamente um por semana!

Só que era (e ainda é) difícil manter meu peso ideal (48kg), afinal, eu amo comer e amo comer besteiras, como chocolate e batata frita, e não havia descoberto o ballet naquela época. Como muitas meninas, passei por academias, algumas tentativas frustradas de praticar esporte (como vôlei de praia) e terminei novamente sedentária. Não suporto exercício físico. Por incrível que pareça, prefiro fechar a boca do que correr todos os dias. haha Mas então, veio o ballet!

Eu não comecei o ballet pelo exercício, mas sim por paixão. E ganhei um presente incrível: pernas torneadas, menos celulites, mais disposição e consegui manter meu peso - bem, pelo menos em torno de 50kg. haha

É claro que eventualmente a gente sente vergonha, ou tenta cobrir uma parte aqui, outra ali, mas isso não deve atrapalhar no rendimento. O ballet está ali para ajudar e vai ajudar; é só você deixar. E, acreditem, 99% das mulheres querem mudar algo no seu corpo e tem vergonha de alguma parte dele. Estamos todas no mesmo barco. O que quero dizer é que vergonha não é motivo para não começar na dança. A vergonha deve ser direcionada para melhorarmos nossos hábitos e nossa vida.

Eu tomo como base a dieta dos pontos, dos Vigilantes do Peso. Nunca frequentei, apenas entendi como funcionava e fiz sozinha em casa. Hoje, não faço mais, mas os princípios dela estão sempre presentes na minha vida, pois não passa de, simplesmente, uma reeducação alimentar. Resolvi listar abaixo algumas escolhas que fiz, e que podem transformar a vida de qualquer bailarina acima do peso.

Atenção: Não sou nutricionista. Essas dicas abaixo são baseadas na minha experiência, ok?

-Eu cortei fritura e gordura do meu dia-a-dia. Ou seja: batata frita, comida chinesa e variados, só de vez em quando, ou final de semana. Chocolate ao leite também. No dia a dia, como o amargo, que é mais saudável e tem menos açúcar.

-Troquei tudo pelo integral: Pão integral, arroz integral. Uso açúcar mascavo no lugar do refinado também. Não tomo adoçantes, pois aspartame é um veneno, e eu pessoalmente não curto nada muito artificial.

-Coloquei muita fibra no corpo! Granola, linhaça... Isso limpa o organismo e desincha. Você não precisa depender de Activias da vida, você precisa comer bem e comer fibra!

-Eu nunca curti refrigerantes. Desde criança, odiava o gás. haha E pra mim, uma coisa melada como Coca Cola não mata sede de ninguém. Então, foi mais fácil cortar de vez da minha vida. Mas se você ama e tem dificuldade, lembre que eles são puro açúcar e celulite em lata. haha

-Eu também evito leite e achocolatados no dia a dia. O que eu bebo? Matte gelado (delícia!), água de côco, sucos variados - naturais e sem açúcar (acredite, é possível a partir do momento que você reeduca seu paladar), chás, café...

-Eu não como carne vermelha e, em casa, faço o possível para ser vegetariana. Não só por saúde, mas pelos animais mesmo (mas isso é papo para outro post, em outro blog). Substituo com muito verde (rúcula, brócolis, espinafre) e ovo. Na rua, opto sempre pela carne de peixe. Se não tiver uma boa opção vegetariana ou com peixe, acabo me rendendo ao frango. Atenção: Para cortar a carne, você precisa substituir por outras coisas e é bom ter acompanhamento de um médico e fazer um exame de sangue de vez em quando, pra ver se está tudo certinho.

-E, por último, reduzi as porções. Nada de três, quatro colheres de arroz no prato, dois pedaços grandes de peixe... Principalmente a noite. Procuro comer porções pequenas. E se comermos mais devagar (é difícil, eu sei, eu sempre esqueço rs) vamos perceber que essa nova quantidade já nos satisfaz perfeitamente. Com o tempo, seu estômago se acostuma e até diminui.

Mas, Carol, você é feliz comendo assim!? Sou! :) Quando vocês começarem a ver as mudanças no corpo e na pele (e na mente!), junto com o resultado da musculação do ballet, vão ser tão felizes tanto quanto eu. E olha que eu acho que ainda estou loooonge do meu corpo ideal.

É uma luta eterna pra quem tem um biotipo como o meu. Eu emagreço fácil, mas também engordo fácil - e rápido. Então, optei por este estilo de vida mais saudável (tanto por mim, quanto pela natureza e pelos animais), mas sem cortar pequenas doses de prazer, como um bom chocolate de vez em quando.

Acho que toda bailarina deveria fazer o mesmo. #ficaadica

foto que abre o post post: Sue du Jour

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Ocean's Kingdom toma forma


O mais novo ballet do New York City Ballet
foi composto por ninguém menos que meu querido, Paul McCartney (já fiz até dois posts a respeito), e estréia amanhã em Nova York. Trata-se de uma história de amor under the sea. Bonito, né?

A Cássia me enviou o video oficial com entrevistas, making of, ensaios e aparece até a Stella (filha do Paul e estilista) fazendo o fitting do figurino.



"De um lado, eu sou uma filha trabalhando com seu pai, que é uma experiência incrivelmente notável na vida, não importa quem é seu pai. É também uma coisa muito emocional. De outro lado, eu sei e compreendo que eu estou trabalhando com Paul McCartney." - -disse Stella em entrevista à Vogue. Fofa

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O cambré


Recebi um pedido de fazer um post sobre o cambré e, lendo o comentário da leitora Dani, resolvi aceitar o desafio, mesmo não sendo meu ponto forte. Sempre fui muito flexível, mas isto não acontece na parte das costas, não sei por que! rs Prova disso é a dificuldade que sinto alongando esta área para fazer os arabesques. Meus cambrés não são ruins, mas também não são nada demais.

De acordo com minha professora, para se fazer um cambré corretamente, é importante prestar atenção em dois pontos:

1- O quadril deve estar devidamente encaixado e não deve inclinar para frente quando as costas inclinarem para trás


2- Não virar/torcer o tronco para o lado, tentando acompanhar o movimento da cabeça e do braço que é levantado.


E, realmente, esses são os erros mais frequentes de nós, bailarinas, principalmente quando não estamos concentradas no movimento que fazemos. O primeiro a sair do lugar quando estamos com a cabeça nas nuvens é o quadril, né? haha

No ballet, qualquer movimento deve ser pensado e requer atenção, ou o risco de lesões se torna maior. A Dani escreveu sobre sua relação pessoal com o cambré e deixou ótimas dicas nos comentários:

"Lisa Howell, uma fisioterapeuta australiana que trabalha exclusivamente com dança enfocando a parte do sistema nervoso, fez um post justamente sobre isso no Ballet Blog (linkado ali do ladinho). Não consegui encontrar esse em particular, mas encontrei outro em que ela fala sobre sentir náusea ou tonturas quando nos alongamos, o que é basicamente a mesma coisa. O motivo poderia ser tensão muscular em algum ponto da coluna ao pescoço, ou má postura na hora do alongamento, o que levaria ao "esticamento" de algum nervo que, por não ser flexível, acaba causando o mal-estar. E essa má postura nem significa "estar toda torta" no cambré, pode ser até um detalhe mínimo daqueles que tanto ouvimos os professores falarem. Eu nunca tive problemas com cambré (nos meus 6 meses de ballet, lol), mas faz pouco me mudei e fiquei 1 mês parada. Quando fui experimentar a 1a escola nova, a professora me puxou MUITO pro lado no alongamento na barra e acabei machucando as costas. Desde aí, tive alguns problemas, até passando muito mal numa aula de alongamento, e todos os cambrés estavam me deixando com uma tonturinha, até que descobri um detalhezinho que estava fazendo errado: subindo não pela barriga, mas com a cabeça, pondo mais tensão ainda nas costas e no pescoço. Desde que lembrei de usar o "panceps" pra voltar do cambré, não tenho mais problemas!"

O Alexandre, professor da minha ex-escola do Rio, adicionou mais 3 erros frequentes na hora de se realizar o cambré:

1. "Pendurar" a cabeça, ou seja, deixar a cabeça passar da costas, quebrando a curva da mesma.
2. Executar o cambré somente com a região lombar.
3. Deixar o braço passar da cabeça para trás.

Anotado? ;)

domingo, 4 de setembro de 2011

Quando começar nas pontas?

Esta é uma pergunta que me tem sido feita em vários comentários. Meninas, eu não sou a melhor pessoa para responder! haha Não sou professora, nem estudei a fundo. Mas posso dizer o que já ouvi por ai. Para crianças que começam bem pequenas, aconselha-se a usar a ponta somente a partir dos 9 anos de idade. Acredito que seja em função da formação óssea. Já as adultas... bem, acho que ainda é bem relativo, pois os professores ainda estão descobrindo. Eu comecei após 1 ano de ballet. Sim, somente 1 ano. Isto porque minha professora viu que eu tinha potencial e sabia que eu estava pronta.
É fundamental ter um bom professor, alguém que preste atenção em você como indivíduo e leve sua paixão pelo ballet a sério, mesmo que você seja "adulta". Dia após dia eu falo isso para minhas leitoras, via email. Se o professor não é bom (leia-se grosso, mal-humorado, antiquado, pretensioso, etc), procure outra escola.

No começo, eram apenas 15 minutos de ponta por aula por quase 6 meses, que só depois passaram a ser 30 minutos, e que sóóó depois passaram a ser uma aula inteira. Apesar de estar fazendo aulas de ponta há praticamente 1 ano, danço muito pouco nelas e o máximo de adrenalina que cheguei foi fazer uma pirueta torta no final de uma apresentação. Trabalho de pontas é igual a todo o trabalho do ballet: lento e gradual. Não pode ter pressa, ou ansiedade. Mas é sempre bom ter confiança e garra.

Quanto a encontrar a ponta certa, como já escrevi algumas vezes aqui no blog, só testando. Teste modelos, mude de ponta e de marca, até encontrar a sua preferida, e converse com seu professor. O professor tem a obrigação de orientar o aluno na busca da primeira sapatilha de ponta!

Sapatilha de ponta não precisa ser um martírio. Dói? Dói. Principalmente no início. Mas não é para esfolar seus dedos sempre, aula após aula. Se for assim, algo está errado. A não ser que você esteja ensaiando intensamente, claro. ;)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Dia da bailarina

foto: J Crew

Desejo um feliz dia da bailarina para todas as minhas leitoras. As que comentam, as que só visitam, as que mandam emails cheios de dúvidas, medos, inseguranças, alegrias e realizações. O Meia Ponta mostra que não estou sozinha e dividir todas estas palavras com vocês, post após post, me ajuda a não desanimar.
Passo este dia da bailarina longe do ballet, mas sei que é por pouco tempo. Em breve, nos encontraremos novamente, eu e a dança que mais amo, ainda este ano.

sábado, 27 de agosto de 2011

Paul & Stella McCartney + Ballet



Que maldade! Ocean's Kingdom, o ballet composto pelo meu querido Paul McCartney para o NY City Ballet, terá também figurino de uma das minhas estilistas favoritas (vocês já sabem) Stella McCartney (filha de Paul). "Maldade" porque infelizmente não posso pegar meu jatinho particular e ir pra NY em Setembro assistir. rs Mas na verdade, é incrível! Espero poder ver no You Tube em breve. haha

Você pode ir? Não perde tempo! Os ingressos já estão sendo vendidos: www.nycballet.com


sábado, 6 de agosto de 2011

Deixa eu contar um segredo...

Ballet adulto é mais difícil do que se pensa. E como li alguns dias atrás no blog da Cássia, às vezes o amor pela dança não basta. Tem vezes que ele atrapalha, na verdade.

Se eu deixasse a minha paixão pelo ballet me dominar, provavelmente seria uma pessoa extremamente infeliz. Isto porque eu iria querer respirar ballet, ver videos o dia inteiro, não faltar nenhuma aula (ou melhor, ir todos os dias da semana), comprar todos os DVDs da Livraria Cultura e também todas as roupas maravilhosas para se fazer aula que vejo por ai...
Só que eu não tenho uma mãe que banque isso, ou uma carreira promissora pela frente que justifique tempo e dinheiro gastos.

Minha paixão pelo ballet se mantém num confre, guardada, adormecida. E eu vivo com medo que ela desperte e saia do meu controle. Eu finjo que não vejo, ignoro inconscientemente dia após dia.

Falto aulas porque preciso trabalhar e não posso gastar mais do que gasto com o ballet. A realidade é esta.

Cada aula que uma bailarina adulta falta é equivalente a semanas perdidas. Porque o tempo é curto e você quer dançar linda e perfeitamente agora. Você assiste aos videos e entende tudo o que se passa ali, sabe que "só falta" preparar o corpo e dominar a técnica. Mas cadê o tempo? Tempo, tempo... para curar uma lesão, para subir nas pontas novamente.

Eu sinto dentro de mim que posso ser uma ótima bailarina. Talvez eu só precise acreditar mais na frase "vai dar tudo certo".

The Lesson



Descobri este ballet, The Lesson, pesquisando videos sobre a Alina. Adorei o figurino amarelo e o fato de que é dançado na meia ponta. Bem, pelo menos as partes que vi. Não encontro o ballet inteiro.

Achei duas versões bacanas para mostrar. A da Alina é fantástica! Mostra como ela sabe interpretar.