domingo, 10 de maio de 2015

O meia ponta mudou!

Oi, ballerina!

Procurando novidades? Agora, você pode me encontrar aqui, no YouTube. Vem conferir o canal do meia ponta e me conta o que achou na página do Facebook! Um beijo!

domingo, 19 de abril de 2015

Deixa eu contar um segredo...

fonte da imagem: Maria Doval Ballet

Preciso compartilhar tudo o que aprendo com vocês, então, sentei hoje animada pra escrever. Sabe aquele momento de descoberta, que muda tudo? Então! Não posso deixar isso passar porque se mudou a minha vida na dança. rs

Sabe quando a professora insiste que seu joelho tem que ficar 100% esticado? Sabe quando ela pede pra você fazer a pirueta pensando "pra cima!" e também pra cair com seu peso em cima da perna de base durante um piqué? A gente nem sempre faz, né? A gente sempre dá uma roubadinha... Mas olha, anota a dica: faz tudo isso. rs Concentra e faz. Faz de verdade, mesmo que seja difícil e você precise passar aulas e aulas tentando.

Não basta dar aquela roubadinha e iniciar um piqué ou tour piqué (ou qualquer giro) com o joelho levemente dobrado pra depois esticá-lo Você já perdeu seu giro ali mesmo, ballerina. Nunca vai rolar desse jeito...

Três coisas contribuem para um bom giro: joelho esticado desde o momento em que sua ponta toca no chão, confiança e cabeça marcada num ponto. Você nem precisa de tanto impluso. Se for um giro só, não vai precisar de impulso algum, acredite.

Não esquece:

joelho esticado - pra cima! - cabeça!

E voilá!
Depois me contem. ;)


Tá em japonês (ou parece japonês), mas achei tão perfeitinha essa ilustração que demonstra um piqué perfeito, que escolhi pra esse post. 

Até o próximo!


segunda-feira, 13 de abril de 2015

A escolha de um solo

Sarah Lamb como Princesa Florine, em A Bela Adormecida 

E finalmente chegou a minha vez de dançar um solo. Acho que a ficha ainda não caiu... rs Estou muito feliz em poder dividir essa notícia com vocês, minhas amigas leitoras, queridas ballerinas, que sempre acompanharam meus dramas, desafios e pequenas vitórias. :)

A decisão de eu dançar um solo não foi por preferência. rs Mas sim porque eu, Reginaldo e Ana somos os 3 alunos de uma turma de 7 que mais comparecem às aulas. Muitas vezes, somos os únicos que comparecem. Não por desinteresse das outras alunas, mas porque suas vidas estão complicadas e não conseguem dar conta de ir – e eu sei bem o que é isso... Felizmente, esse ano eu estou conseguindo ser bem aplicada e minha professora resolveu dar um solo de presente para nós três, visto que não vai conseguir montar uma coreografia pra uma turma. And it gets better: nós podemos escolher o solo.

Se vocês acompanham esse blog desde o início, já sabem qual é o meu tão sonhado, certo? rs

A variação da princesa Florine | A Bela Adormecida:


Eu uma vez postei sobre a variação do Cupido (de Don Quixote) vs a variação da Florine (de A Bela Adormecida) por aqui e o post gerou opiniões divididas a respeito de qual seria a mais fácil de dançar. Infelizmente, o vídeo com a Sarah Lamb foi retirado do ar e não o encontrei no perfil do Royal Opera House. Porém, encontrei esse, com a Yuhui Choe, dançando a mesma variação que tanto amo. 

Eu não sei exatamente quando minha fascinação por esse solo surgiu. Afnal, ele nem é um dos mais famosos... Mas eu simplesmente amo sua delicadeza, simplicidade e graça. A Bela Adormecida é um dos meus ballets favoritos e logo quando comecei a dançar, esse foi um dos primeiros que assisti. Talvez por isso seja tão querido na minha memória.

Eu sempre tive certa preferência pelo Royal Ballet, de Londres, suas montagens e bailarinas: Alina Cojocaru, Marianela Núñez, Sarah Lamb... E por isso, prefiro essa variação acima, que já decorei na minha mente faz alguns anos... Mas existem outras, como essa abaixo, tão bonitas quanto:



A minha professora disse para pesquisarmos e sugeriu também algumas opções, como A morte do Cisne. Bem mais dramática, ela requer uma boa interpretação. A interpretação é praticamente metade do solo, não é mesmo? Mas esse não é o meu forte.


A morte do cisne:
 

A verdade é que o pássaro azul e Florine já conquistaram meu coração e eu espero anos pra poder me aventurar nesse solo. Não só por isso: ele também é um pouco mais fácil de se executar do que outros que assisti. Ainda não consigo dar mais de um giro ou pirueta direto e a variação da princesa Florine contém alguns passos que, com bastante ensaio, eu consigo fazer, pois já são meus pontos fortes nas aulas. Afinal, não adianta ir com muita sede ao pote e cometer a loucura de escolher um solo cheio de passos que não vou conseguir aprender a tempo do meio do ano. É melhor optar pelo mais simples e dançar lindamente, certo?

Por exemplo, essas lindas fadinhas frenéticas. rs Eu não tenho técnica ainda pra elas:

 

Pois bem, está escolhido! Princesa Florine it is. Já estava escolhido desde que comecei a dançar. Esse solo é o meu solo e vou consegui! Vocês vão acompanhar tudo, prometo. 

E quanto a vocês? Me contem seus solos dos sonhos!

sábado, 14 de março de 2015

um presente de bailarina para bailarina



Recentemente, a LoHa Danse Boutique lançou uma nova mini-coleção, chamada Coração Carioca e me presenteou com algumas peças lindas! Eu contei sobre a minha primeira experiência com looks da marca nesse post, lembram? Pois bem: recebi de presente mais duas novas saias estampadas e um collant e fiquei muito animada pra dividir com vocês.


É que a gente sabe o quanto é difícil encontrar artigos pra dança que mantenham a linha clássica, mas sem aquele toque de cafonice. rs O que me faz curtir as peças da LoHa é justamente a informação de moda que elas tem, de maneira equilibrada. A Julia, criadora da marca que também é bailarina, é fera em usar cores e estampas de forma leve e criativa, sem sair do mundo bailarinístico. Isso é importante pra mim não só porque eu respeito muito a tradição do ballet, mas também em função das regras de uniforme da minha escola, que não são tão rígidas, mas exigem certa disciplina.


As saias são curtinhas, então, se você curte fazer aula com modelos mais longos, a boa é optar pelo tamanho M ou até G. Eu até que me acostumei rápido, apesar de gostar de cobrir mais as pernocas rs, porque as estampas são tão bonitas que dá vontade de usar logo! O lado bom é que, como eu sou baixinha, me senti mais alta fazendo aula com saias curtinhas. haha Elas dão aquela alongada nas pernas, né?


O collant tem um nome que adoro: Adurey. Ele tem um corte muito bonito, com tule na parte de cima e um decote charmosinho nas costas. Confesso que eu preciso usar um top ou alguma sustentação nos seios pra usar esse tipo de collant. Mas eu adoro sobrepor peças e penso que o look fica ainda mais bacana e com meu toque pessoal.  

O que mais me agradou foi saber que o collant foi produzido com o primeiro fio de poliamida biodegradável do mundo, o Amni Soul Eco, criado pela SANTACONSTANCIA. Um ponto a mais pra LoHa, visto que sustentabilidade faz muita diferença pra mim na hora de optar por um produto.


Todas as fotos: Meia Ponta (todos os direitos reservados)

A LoHa acabou de fazer aniversário e lançou sua loja virtual com um descontinho especial. ;) Pra conhecer a marca e a nova coleção, é só acessar o site clicando aqui.  A LoHa também está no Facebook e no Instagram. ;)

Curtiram as peças – e as poses? rs
Bom fim de semana, ballerinas!

terça-feira, 10 de março de 2015

das ansiedades



Esse post me ocorreu quando eu estava lendo alguns comentários. É bem comum leitoras comentarem (tanto por aqui, quanto em mensagens na página do Facebook) sobre suas dificuldades, seus anseios e preocupações. Pois bem, o título desse post seria "das dificuldades", mas eu mudei. Mudei porque ele vai ser, na verdade, sobre uma grande inimiga da dança (e, acredito eu, da vida): a ansiedade.

Eu sou uma pessoa bem ansiosa. Já fui pior, quando era mais nova. De enjoar, ficar dias sem comer direito... Quanto mais jovem eu era, mais eu encarava o mundo como se fosse acabar no dia seguinte. Acontece que existem certas lições, daquelas bem clichês que ouvimos dos nossos pais e avós, que realmente se concretizam. E infelizmente, o melhor remédio pra ansiedade (além de meditação, o que eu recomendo, apesar de ainda não ter dominado a prática por mais de 6 minutos rs) é o passar o tempo e a maturidade.

A gente nunca para de crescer e amadurecer, né? É um processo constante e acredito que é por isso que dizem que "há beleza em cada idade". Hoje, com 27 anos, acredito que sou menos ansiosa (já não faço tão mal à minha saúde e a mim mesma) porque aprendi que, na maioria das vezes, as coisas acontecem na hora em que precisam acontecer. E não estou falando de destino, ou de crenças religiosas. Independente das minhas e das suas, estou falando aqui de ação, reação e equilíbrio.

Você planta sementes na vida e a verdade é que, assim como na natureza, nada cresce e se desenvolve da noite pro dia, né? É preciso tempo, cuidado, paciência, dedicação. Assim é no ballet clássico também. Tenho recebido muitos comentários de bailarinas adultas que estão iniciando na dança entre 16 e os 21 anos (idade que comecei), já com muitos anseios e críticas em relação ao próprio corpo e técnica. Meninas, vocês acabaram de começar! rs Como podem julgar um corpo que ainda não foi moldado pela dança e uma técnica que vocês ainda nem tem? "Não tenho agilidade", "acho que não vou conseguir porque estou acima do peso" são algumas das frases que mais leio. Bem, vocês já pararam pra pensar que, se tiverem paixão, disciplina e deixarem o ballet agir com o tempo, isso tudo vai mudar?

Eu faço ballet há 6 anos. Ontem eu ouvi pela primeira vez da minha professora, num exercício de piqués na diagonal, que estava "subindo nas pontas direitinho". Primeira vez.

Estou há meses tentando fazer um giro duplo (vocês acompanham a odisseia) e ontem na aula foi a primeira vez em que consegui dar duas piruetas seguidas. De novo: primeira vez. Saí de lá tão feliz e realizada... Seis anos de ballet e finalmente estou dançando alguma coisa nas pontas. Veja bem, eu já dançava. Mas não é só porque iniciamos nosso trabalho de pontas que "chegamos lá". Muita gente se acomoda, mas a estrada é longa. Porque você pode até subir nas pontas, mas existe uma diferença enorme entre subir e dançar. E, principalmente, subir e dançar bem (algo que ainda estou buscando e acredito que, nesse ano, com aulas 3 vezes na semana, chego perto!)

Não escrevo esse post pra desanimar ninguém. Tudo depende da forma como você enxerga as coisas e isso vale pra tudo na vida. Desde que comecei o ballet, apesar de muito apaixonada pela dança, eu também tinha tanto respeito por ela que fui muito realista: "só daqui a uns 5 anos eu vou estar dançando alguma coisa". E de fato, é isso que está acontecendo. E não me sinto mal porque faz parte da jornada.

Assim como meninas que iniciam crianças (com 4, 5 anos) e só começam a subir nas pontas na pré-adolescência e a dançar direito lá pelos 12, é a mesma coisa com quem começa mais tarde. E a gente ainda tem outros muitos fatores da vida e do corpo adulto que influenciam, né?

É claro que eu também tive meus momentos críticos de ansiedade. Vocês presenciaram aqui no blog. A busca pela ponta perfeita é um dos que me lembro... rs Todo mundo tem esses momentos de fraqueza, mas não é bom se render a eles toda vez. É bom aprender com a experiência e seguir em frente mais madura. ;)

Por isso, calma. Se vocês soubessem o quanto um bom trabalho na meia ponta é crucial pra depois dançar bem nas pontas, não sentiriam tanta pressa. Por experiência própria, de nada vale correr e acelerar uma experiência. O ballet tem tantos momentos deliciosos pra se aproveitar, tantos detalhes... Uma barra focada, uma ponta esticada, respirar fundo ao forçar um pouquinho mais naquele alongamento... Tudo isso vale, cada coisinha conta no processo! Não desperdicem esses momentos pensando somente na ponta e em dançar. Pra dançar linda, é preciso tempo, dedicação e paciência.

Claro que extravasar é bom e estamos aqui pra isso: bailarinas unidas conectadas. Podemos trocar experiências, desafios. O lance é não carregar isso pra aula. Encare a aula como seu santuário. :)

Nada de ansiedade!

Relax and enjoy the ride!


sexta-feira, 6 de março de 2015

notícias da bailarina

foto: Meia Ponta – todos os direitos reservados ;) 

Boa noite de Sexta, ballerinas! Essa semana foi uma das mais corridas da vida mas, ainda assim, cá estou pra dividir como foi meu começo de ano no ballet e algumas coisas mais.

Bem, vamos começar com um assunto importante: a participação e os comentários de vocês. Eu leio todos, tá? Sempre! E gostaria de responder uma a uma, gostaria que vocês fossem notificadas quando eu respondesse, bonitinho, como deve ser. Mas, porém, todavia... acontece que, infelizmente, nesse blog se aplica aquele ditado chato que diz "santo de casa não faz milagre". Eu explico:

O Meia Ponta foi um dos primeiros blogs que fiz (sem contar os que eu tinha quando era teen rs), antes de ingressar de fato no mundo digital como profissional. Eu era apenas uma fotógrafa iniciante. Hoje, sou profissional não só de fotografia, mas também trabalho (entre outras coisas que vocês podem conferir no site da minha empresa, a absolem) com website. Ou seja: sim, eu deveria já ter um domínio .com ou .com.br pro Meia Ponta (coitado), sim, eu deveria ter uma logomarca linda, deveria ter um layout decente pra este blog e, acima de todas as coisas, eu deveria ter esse blog hospedado na melhor plataforma que existe para isso: o WordPress. O lance é que tudo isso toma tempo, pede muita dedicação e dá trabalho.

Dia desses, uma leitora sugeriu no instagram que eu tivesse um canal no YouTube. rs Acreditem: eu já tive essa ideia e tentei. Mas a absolem, aLagarta, um novo projeto musical e o próprio ballet (e minha vida pessoal também, né, gente? haha) preenchem meu tempo de uma forma que torna isso impossível, por agora. Ou seja, no momento, o Meia Ponta é o que ele consegue ser. Tô fazendo o meu melhor e espero que vocês ainda estejam curtindo. Parece que sim, né? Sei que pode ser muito melhor e uma das metas, ainda pra esse ano, é transforma-lo, tá bem? ;)

Então, quanto aos comentários: são sempre muito bem-vindos. Mas se tiverem dúvidas e precisarem de respostas ou dicas, entrem em contato comigo na página do Meia Ponta no Facebook, que por lá fica mais fácil de responder, ok?

Agora, se vocês ainda estão aqui, lendo, vamos falar de coisa boa: volta às aulas.

Esse ano tá começando bem! Temos aulas 3 vezes na semana e a turma aumentou consideravelmente. Temos dois meninos de volta, o Regis e o Leandro, que ajudam a equilibrar o bando de mulher e também enriquecem as coreografias. Sempre bom uma presença masculina, né? Estamos doidas pra ter aulas de pas de deux! rs

Não sei se porque minha professora aumentou o tempo da diagonal, se porque estava de férias ou se porque fui ao podólogo, mas machuquei os dedos logo na primeira semana. Os meus esparadrapos descolaram e "subiram" pela sapatilha, deixando alguns dedos desprotegidos. Resultado? Uma esfoladinha básica em alguns, abrindo uns calos. Foi punk, porque com aula 3 vezes na semana não deu tempo de cicatrizar, não... Era proteger beeeem, respirar fundo e dançar! Agora, está curando e já tô me acostumando com a ralação.

Faz muita diferença fazer aula mais vezes na semana e sinto que o progresso vai ser notável nos próximos meses. Ainda luto com o giro duplo (lembram desse post?), mas já estou entendendo melhor a mecânica dele. Basicamente, é não dar muito impulso e continuar girando a cabeça. rs Parece fácil (e deve ser pra algumas), mas ainda não cheguei lá. Quem sabe na semana que vem?

Fiquem com esse pas de deux adorável da versão de Alice's Adventures in Wonderland do Royal Ballet e boa noite!



:*

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

ponta, ponta, ponta



Começo o ano com os pés coçando pra subir de novo nas pontas! Dia desses postei minha Gaynor nova no instagram e estou doida pra chegar Fevereiro, que é quando recomeçam as aulas.

Eu não usei a sapatilha desde que comprei, em Outubro. Decidi deixa-la para 2015 e pintar minha Gaynor antiga para a apresentação de fim de ano – visto que deu muito dó já ter que pintar a minha nova... rs

Então, tudo o que penso é ponta, ponta, ponta e mal posso esperar pra entrar no estado ~meditativo~ de costurar o elástico e as fitas. rs E vai rolar também aquela breve fase inicial, de adaptação, em que precisarei amolecer cada pé (e tem vezes que uma sapatilha fica mais dura do que a outra, né?). Mas faz parte.

Bom, pra inspirar a gente no recomeço nesse trabalho árduo, mas tão maravilhoso, separei um vídeo super bacana que encontrei no canal da AOL (eles têm uma série só com episódios em parceria com o NYC Ballet):


É em inglês, mas, pra quem não entende, o vídeo basicamente conta como é ser profissional e dançar todos os dias sobre as pontas. As bailarinas ganham sapatilhas quando entram para a companhia e podem customizá-las especialmente para os seus pés. Elas precisam usar as mesmas sapatilhas sempre, com o mesmo molde, porque isso evita lesões e machucados. Algumas só duram um ensaio ou um espetáculo! Depois, já tem que trocar pra uma nova. Imaginem!

No mesmo canal, encontrei um outro vídeo super útil pra quem pinta sapatilha todo ano pra apresentações. Gente, eu aqui usando tinta pra tecido, criando aquela crosta que endurece a sapatilha... Fica péssimo! Como nunca pensei em color jet?!



Da próxima vez, vou tentar pintar desse jeito. ;) Alguém tem uma forma diferente de pintar sapatilhas?

Até as aulas!