domingo, 17 de agosto de 2014

O tal do giro duplo


Eis que chegou o tempo. O tempo do fouetté, do pas de valse na ponta, alternando os braços (acreditem, eu acho bem complicado! rs) e... do giro duplo.

Os dois primeiros são só uma questão de repetição e concentração, porque a mecânica do corpo eu já entendi. Mas o giro... Confesso que já estou há 1 mês tentando entender como funciona, como ele acontece.

Quase sempre no final da aula, na diagonal, fazemos uma sequencia de tour piqués que termina com um duplo. Eu nunca fiz nem duas piruetas, então, foi uma novidade extremamente exótica tentar continuar girando. rs

Eu costumo bocejar nas aulas de ballet e só aprendo uma sequência na barra depois de meses -- isso porque minha aula é sempre à noite, às vezes 20h30, e já estou muito, muito cansada do dia. Minha professora de Brasília dizia que era ok, porque ali eu relaxava. E relaxo mesmo. Esqueço, desligo. Faço tudo com bastante empenho, claro, e depois que decoro, vai no automático.

Mas quando chega o giro duplo, preciso dar aquela concentrada de novo. De onde vem a força? (Até onde entendi, do abdomen). E o segredo pra continuar, pro seu cérebro entender o que vem a seguir? É só girar de novo a cabeça? Como seu corpo simplesmente continua girando nas pontas?

Não sei como é pra vocês mas, pra mim, é muita coisa pra pensar num momento tão rápido, de sequências, e ainda estou acostumando meu corpo -- e me acostumando a dar a ele as devidas direções também.

Quando consigo alinhar tudo (postura, execução correta do passo, força no abdomen e dois giros da cabeça) ele sai. Meio desiquilibrado, quase caindo (e às vezes, faço na meia ponta pra conseguir realizar o passo corretamente e, então, subir pra executa-lo na ponta) mas sai. Mas que demora, né?

Bem, mas quem disse que ballet era fácil? Só de eu ter chegado nesse desafio, já fico feliz. Lembro de quando não sabia nem fazer quinta posição, ou pas de valse na meia ponta e -- quem diria? -- hoje eu só faço aula nas pontas (e nem saio tão arrebentada assim).

Giro duplo é pinto (falando pra ver se de fato isso acontece rs).

3 comentários:

Stella Mota disse...

Olá, adorei seu blog!
Me identifiquei bastante e adorei ler seus relatos.

Eu tenho 23 (praticamente 24) e comecei a fazer ballet tem uma semana.

Pensei bastante sobre dançar e iniciar algo que dure muitos anos, odeio academia e ter um momento de lazer + cuidado com o corpo me pareceu a melhor ideia.

Enfim, decide pelo ballet porque sempre achei lindo e quero levar a sério, quero evoluir da dança, crescer pessoalmente . Sabe? (sou muito ansiosa)

Mas lendo sobre, fiquei meio insegura. Você está na ponta, correto? Suas aulas te evoluíram para isso? Acha possível alguém já adulto desenvolver verdadeiras habilidades na dançar?

Por ser extremamente técnica, fico imaginando que eu posso ficar a vida inteira na fase: adulto iniciante. hehehe

Abraços! se preferir me responder por email: mota.stella@gmail.com
eu tenho um blog também: http://acessoriosecafeina.

Rodrigo Santos disse...

Demorou muito tempo pra sair o segundo giro pra mim também. Às vezes sai três, às vezes só um. Aprendi a controlar melhor treinando com a "pirueteira" que ganhei de presente de um amigo.
Como vc disse, é muita coisa pra um momento só, então treino a mecânica, marcação de cabeça sem me preocupar em ficar equilibrado na meia ponta durante o giro, já que a pirueteira gira facilmente. Com essas coisas acontecendo automaticamente durante a pirueta, ficou mais fácil treinar o giros durante as aulas.

Nayara Eredia disse...

Olá Carol,

O que confunde minha cabeça é o FOUETTÉ... pq a PIROUETTÉ DUPLA eu já consegui entender, e achei a ponta ideal pra mim, então sai!! Mas qnd a professora fala que vamos treinar o FOUETTÉ eu choro... rsrsrsrsrs... Me corpo não entende que precisar parar perna estendida a frente com a perna de base em fondu, de forma linda LOGIKOOO, e puxar a perna novamente pra pirouetté... é horrivel, já até cai... rsrsrsrs... falei pra minha professora que só me formo o dia que fizer um fouetté descente!!