domingo, 27 de abril de 2014

a bailarina que eu semper quis ser

Você começa querendo o mundo. Não necessariamente naquela ilusão de ser profissional, mas quer ser perfeita. Eu não queria a fama de 'bailarina adulta', eu queria que a dança entrasse na minha vida de forma que parecesse que sempre esteve lá. Ser o melhor que eu pudesse ser e não me contentar com o começo tardio -- e nem usar isso como desculpa pra falhas.

A preocupação resultava em pressão. Mas a vida acontece e, quando você cresce um pouco mais, percebe que não é bem assim que é bacana de se levar, por mais que o ballet seja uma paixão. Quando tudo o que você tem são poucas horas e dois dias da semana, chegando atrasada e "catando cavaco" pra acompanhar, tudo se transforma. Os valores mudam.

Mas o curioso é que o ballet se manteve na minha vida muito mais forte do que eu podia imaginar. Ele virou um universo paralelo, particular, no qual espanto demônios, no qual eu esqueço do mundo lá fora.  Algo muito mais precioso do que eu poderia desejar.

Eu entendi que ainda posso dar o meu melhor, mesmo com pouco tempo. E a cada novo ensaio, numa coreografia da turma do avançado, a cada subida nas pontas, pirueta bem terminada, a cada novo passo, eu sinto que estou no meu lugar, vivendo o ballet como ele deve ser pra mim. Sinto que sou a bailarina que sempre quis ser.

3 comentários:

Leila Petersen disse...

amo seu blog Carol.Beijos muito sucesso pra vc!
Deus te abençoe em cada projeto!

=) disse...

Olá! Eu sempre quis fazer Ballet, mas nunca pude, hoje tenho 18 e ainda tenho esse sonho, vou começar ano que vem e queria saber como é entrar depois de adulta no ballet, qual a sensação...Obrigada! *-*

Unknown disse...

Olá Carol, me identifico muito com seu blog. Eu sempre tive vontade de fazer ballet, minha mãe me colocou quando eu tinha uns 5 anos ( se não me engano) mas como eu chorei no primeiro dia porque não queria fazer de jeito nenhum, ela me tirou. Minha vizinha e amiga, na época, não desistiu e virou uma bailarina muito talentosa. Os anos se passaram, muitas amigas do colégio e da faculdade eram bailarinas, então eu acabava sempre indo assistir os espetáculos. Achava lindo, mas não me via mais fazendo ballet, era como se já tivesse passado da fase. Experimentei outras atividades físicas, e praticamente esqueci do ballet.
Os anos se passaram….e adivinha? Encontrei uma escola e comecei a fazer ballet há 2 meses, já participei de uma apresentação (com duas semanas de aula, meu Deus) e já estamos ensaiando para o tão esperado espetáculo de final de ano (nossa, esse sim vai me dar um frio na barriga). Hoje não me vejo mais sem as aulas. Faço duas vezes por semana e acho pouco, é viciante. Ainda sofro com o alongamento, preciso estudar mais o vocabulário (oh céus eu me esforço, mas o coisa complicada de decorar rs) ainda misturo minhas roupas de corrida com o estilo de bailarina, mas enfim…como demorei tanto pra ser feliz no ballet. Começar com 33 anos precisou de um pouco de coragem, mas quer saber? Estou me divertindo e não vou parar tão cedo.
beijo