domingo, 26 de maio de 2013

Liberdade


Irônico. Antes, eu não podia voltar ao ballet porque minha vida freela estava muito instável. Então, consegui um job fixo. A animação de voltar a dançar em Março desse ano era imensa, mas foi breve. Isso porque tive que aceitar o fato de que nunca conseguiria chegar a tempo da aula.

A alternativa? Chegar atrasada mesmo... Minha professora me ofereceu também a barra do jazz, do horário seguinte, para preencher a lacuna. Confesso que torci o nariz. Mas o próprio ballet me ensinou que nunca é tarde para se aprender algo novo, abrir a mente, mudar. Logo, estou aos poucos aceitando a sugestão... 

Enquanto não volto a dançar, mantenho meu corpo em movimento de maneiras diferentes -- antes nunca imaginadas! Quem me segue no Instagram, Pinterest e Twitter chegou até a me perguntar se eu havia "trocado o ballet pelo skate". Não é bem assim. 

Sou uma pessoa de muitas paixões, de muitos interesses, tanto que chega a ser difícil ter foco. Mas isso tem o lado bom: o lado da versatilidade. O ballet já foi um desafio, uma novidade assustadora e, ao mesmo tempo, excitante. Hoje, é assim que me sinto em relação ao skate. Mas isso não quer dizer que seja preciso substituir uma coisa pela outra. 

Percebo que não perdi o ballet quando as pessoas comentam que a bailarina nunca sai de mim, seja quando faço um coque, quando subo na meia ponta altíssima para fotografar, ou quando alongo em qualquer lugar.

Entendam, eu gosto é de agregar. Porque agregar foi a maneira que encontrei de viver tudo aquilo que amo. É um ato de liberdade, que só pode vir da gente mesmo. É preciso se permitir. É preciso encontrar simplicidade nas coisas. 

 A dança está ali, está aqui, e uma hora, ela volta.