sexta-feira, 4 de novembro de 2011

killer ballerinas

POST EDITADO:

Ballerinas, em função de alguns comentários, resolvi editar este post para esclarecer algumas coisas.
1-Eu canso de dizer que não sou profissional, não sou professora, nem dona da verdade. Isto aqui é um blog de lazer. Estou aprendendo tanto quanto vocês. Logo, por favor, não levem nada que eu digo aqui como verdade suprema. Eu nunca me coloquei em tal posição...
2-Quanto ao depoimento abaixo ser de "apenas uma bailarina", eu não concordo, pois não é nem a primeira, nem a segunda, nem a terceira vez que ouço histórias semelhantes. Talvez o post não tenha sido claro o suficiente, mas a conclusão que eu tirei após ler esta entrevista foi que, baseada em tantas outras coisas que eu já ouvi por aí (histórias de professoras minhas, ou lidas em outras entrevistas, ou vistas em vários filmes) quando o backstage do ballet não é violento para com o corpo e a alma, é exceção (como eu sou, dentro do mundo da moda e das artes. super careta rs). Posso vir a mudar de ideia. Não vou parar de dançar por causa disso, mas a entrevista me marcou tanto quando li, que não pude deixar de me expressar.
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Acabo de receber minha Vogue Brasil deste mês e uma das primeiras matérias era sobre ballet. Fiquei horrorizada com as verdades contadas pela bailarina brasileira Claudia Carvalho. Eu sabia que a vida atrás das coxias era difícil e competitiva, mas não sabia que era deste jeito...

"(...) presenciei algumas vezes o uso de cocaína antes de entrar em cena. Se tivesse exame antidopping no balé, não haveria mais espetáculos"

"A vida em turnê também é dura, há muita promiscuidade, assédios dos coreógrafos (...) O resultado é tensão, corações partidos e muitas bailarinas lésbicas por conta da solidão em longas turnês"

"Certa vez, notei algo estranho ao calçar minhas sapatilhas, antes de entrar em cena num ballet em que era a protagonista. Elas estavam lotadas de taxinhas! Fiquei paralisada de terror!"

Se esta é realmente a educação dada (ou não, né?) dentro das escolas de ballet, se é neste mundo em que vivem milhares de meninas que entram por causa de um sonho, mas acabam o trocando pela própria vida e pela própria alma, eu não quero ter relações com ele. Digo, de defende-lo, de achar tão lindo quanto vemos nos palcos, ou de encorajar minha futura filha a ser profissional, se um dia ela quiser.

Engraçado porque, assistindo ao meu DVD do Ballet Russes, o ballet naquela época não parecia ser esse monstro que é hoje. Ninguém comentou fatos tão absurdos quanto os descritos pela Claudia.

Acho que o ballet como vemos hoje é um reflexo da humanidade desenfreada, acelerada, pouco sensível. Haverá esperança?

20 comentários:

Anônimo disse...

que horror!
o que eu mais quero é ser bailarina
isso que eu tenho só 11 anos!
estou dissidida de que serei bailarina (ou pelo menos estava até ver este post)
sempre achei que a vida atras das coxias era magica! (claro que eu sabia que tinha inúmeras dificuldades)mas não que eram desse tipo.

Lais disse...

O mundo atual é competitivo. Tudo é competição já que, por exemplo, para procurar um emprego ou fazer qualquer outra coisa vc precisa competir com o outro, se não não irá conseguir a vaga, e issso se dá em tudo na vida.

Ana Paula (anapnviana@gmail.com) disse...

Oi Carol, encontrei o seu blog por acaso, pesquisando algo sobre ballet na internet. Mas adorei tudo o que li por aqui. Ja fiz ballet quando criança, mas optei, por motivos de saude, a praticar a natação. E fiz isso por longos 17 anos. Hoje, adulta, com 30 anos, resolvi voltar ao ballet. Iniciante, dando os primeiros passos. E estou adorando. Cada aula me encanto mais pela dança. Pode ter certeza que ganhaste mais uma leitora. bjs, Ana Paula

Anônimo disse...

Promiscuidade e assédio não são nenhuma novidade no mundo das turnês. E a questão da competitividade vem da índole de cada bailarino. É horrível? É. É a vida? É. Apenas no mundo da dança? Não. Podemos dizer que isso vai ocorrer em todas as turnês, com todas as bailarinas? Não, então procurarem outro motivo para servir de desculpa quando deixarem de fazer ballet, ou melhor... Falem a verdade: falem que a moda do ballet já passou.

*May Lopes disse...

Não duvido de nada disso!E se me permitir,vou fazer uma postagem sobre esse assunto ok?
Beeijos!

Anônimo disse...

Minh professora, disse que quando andava na escola, uma vez lhe puseram pioneses nas pontas :O

Cássia Pires disse...

Não é raro encontrar matérias e entrevistas sobre os bastidores de teatro e dizerem sobre promiscuidade, drogas e uma vida tresloucada. Aí você assiste ao documentário do Grupo Galpão e vê as famílias dos atores participando ativamente das turnês, na maior tranquilidade. Eu fiz teatro por cinco anos. Nunca peguei ninguém. Nunca vi ninguém se pegar. Nunca me droguei. Nunca vi ninguém se drogar. Carol, você precisa tomar muito cuidado em repassar a informação que UMA bailarina disse em UMA entrevista. O seu blog é acessado por crianças e adolescentes e um único post pintou os bastidores do ballet como um antro da devassidão. Não só, você colocou as escolas de ballet no meio disso. O blog é seu, você faz com ele o que quiser. Mas lembre-se que o que você publica pode ser tomado como verdade absoluta. E é responsabilidade sua tudo o que é publicado aqui, mesmo que tenha sido dito por outra pessoa. Nunca esqueça disso.

Beijos.

Carla Costa disse...

Esse "ambiente" foi um dos principais motivos pra eu desistir da carreira. Enquanto fiz aula na escola de dança do teatro municipal, sofri poucas e boas. Quanto mais sérias são as aulas (em termos de profissionalização), maior a competição. E desde cedinho! O ballet foi muito importante pra mim e ainda gosto demais da arte, mas há muito tempo eu já digo que, por mim, minha filha nunca vai fazer ballet.

Lauh disse...

Creio que tudo tem seu lado bom e ruim. Ao em vez de ler coisas ruins sobre os Ballet como "joanetes, calos, supermagresa, cisnenegro." Devemos saber que há muitos bailarinos profissionais que são diferente e que fazem a diferença, eu danço na igreja e lá não é assim... Duvido muito quanto a eu querer desistir por causa de certas cituações que outros bailarinos passem, tenho certeza que minha realidade é outra bem diferente. E lembrem-se pensem e leiam coisas positivas não excluam toda a verdade mas absorvam as cosias boas.... O terro esta em toda parte em todo canto e nem por isso eu deixo de sair de casa.

Amyh disse...

Credo, que horror o_o
Acredito que não aconteça em TODAS as escolas, mas dá um medo o_o

Anônimo disse...

e viva a liberdade de expressão!

Vanessinha disse...

Mas essa Cassia é metida, nossa!!
Tem o próprio blog e ainda vem ditar ordem de como outro pessoa de outro blog deve ou não fazer.
Cassia cuida do teu blog.

Jéssica disse...

Como assim ´pintou os bastidores do ballet como um antro de devassidão´? como assim o que a Carol fala ´pode ser tomado como verdade absoluta´? fala sério! como diz a katylene(.com): que ano é hoje?? hahaha qualquer ser com o mínimo de inteligência sabe que nada nessa vida se pode generalizar, muito menos tomar o que os outros dizem como verdade absoluta. Voltaire já dizia: ´não concordo com nada do que dizeis mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-lo´. Não é por receio do que as pessoas vão pensar que vou me calar diante daquilo que me choca. As pessoas têm mais é que conhecer os dois lados da moeda, ora. E quanto mais cedo melhor!

Carol Lancelloti disse...

Gente, não precisa se revoltar,por favor... haha
A Cassia é uma amiga, apesar de ainda não ter conhecido pessoalmente, e sempre teve as opiniões dela e as expressou dessa forma. Afinal, blog é um espaço livre. Não fiquei magoada com o comentário, mas senti necessidade de esclarecer o post...

Fico feliz que vocês tenham gostado de ler e entendido meus argumentos.

Beijos em todas!

Ingrid disse...

"O resultado é tensão, corações partidos e muitas bailarinas lésbicas por conta da solidão em longas turnês"

Honestamente? Comentário desnecessário por parte da bailarina. Homossexualidade não tem nada a ver com solidão etc. Pode até ser que ele,ou muitas pessoas achem isso. Mas digo e repito, sexualidade em NADA tem a ver com solidão.
Essas coisas relatas pela bailarina não existem em todos os lugares. Existem sim em alguns, infelizemente, mas acho que se uma pessoa está incomodada deve se retirar...
Enfim, triste... muito triste o que ela passou...

Rodrigo Junqueira (Bark) disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carol Lancelloti disse...

Ela se retirou. Hoje, dá aulas.

Não selecionei este trecho por causa da homossexualidade, mas sim por causa da solidão e da relação com os coreógrafos. Mas eu acho que cada caso é um caso. Cada vida, uma vida e cada coração, coração. Logo, acho que solidão pode, sim, causar também uma escolha sexual.

Beijos!

gabriela disse...

Concordo com o que vc expôs quando aditou o texto, tbm acho que apesar da entrevista ser com UMA bailarina, sabemos que esses fatos se repetem, em maior ou menos grau, mas se repetem. Tbm sei que muitas pessoas lêem seu blog, mas acho que cada um deve ter senso crítico o suficiente para ler um post e tirar daí as suas impressões, sem levar como verdade absoluta. quanto às crianças e adolescentes que lêem, eu só tenho a dizer: QUE BOM que estão lendo! Pior é entrar para esse mundo esperando um mar de rosas, conhecer os dois lados da moeda é fundamental.

Anônimo disse...

Mesmo atrasada, resolvi escrever. Apesar de concordar que cada um tem sua percepção das coisas e de que ouvimos várias histórias parecidas sobre ballet, cuidado pra não parecer que está dizendo uma verdade absoluta, como a Cássia disse (e vc acaba tendo algum tipo de responsabilidade ao ter o blog) sem conhecer a fonte. Quem conhece a Claudia Carvalho sabe o quanto o que ela falou mais tem a ver com ela e a maneira que ela ve o mundo do que com o mundo do ballet em si... É bom ter cuidado pra não achar que o mundo é assim pela opinião de UMA pessoa que vc não conhece.
Adoro o blog! Beijos às ballerinas!

Julianna Zennaro disse...

Eu comecei o ballet no começo desse ano.
É verdade sobre esse mundo se competitivo e cruel até mesmo dentro da academia.
Bom, como entrei com 16 anos e tenho apenas alguns meses de aulas, reparei que uma menina mais experiente da academia sempre fala mal de mim e de uma amiga que entrou comigo e faz questão de criticar.
Ela é rude com as amigas e com qualquer pessoa a volta dela pelo fato de achar que é melhor do que as outras.
Ela dança muito, mas seria mais bonita se não fosse tão arrogante e pretensiosa.

Outro fato que me marcou muito neste ano, foi uma apresentação que fiz em um espetáculo para concorrer a um prêmio. Haviam outras bailarinas no camarim e então, eu vi uma se vestindo sorri e quis ajudar. No mesmo mometo a bailarina me olhou com cara de nojo e disse "não toque em mim, você é como inimiga"

Enfim. Mas não é por isso que deixarei de dançar. Meu amor pelo ballet é maior do que qualquer coisa e se nós fizemos a nossa parte, talvez a vida atrás das coxias fique melhor.