quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

a ponta perfeita

Tem algo mais difícil do que projetar o calcanhar para fora e fazer a ponta perfeita?


Tem:


Projetar o calcanhar para fora e fazer a ponta perfeita enquanto faz um grand battement, com braços em posições corretas e quadril devidamente encaixado.



Eu sempre soube como deve ser "uma ponta correta". Mas acabo esquecendo de me dedicar a ela, entre tantos detalhes, como estar sempre encaixada, ou com o joelho sempre esticado... Agora, não esquecerei mais: tenho uma marquinha de liquid paper, feita pela minha professora, no canto de cada calcanhar. Ela diz que devemos sempre estar atentas aquela marca, para tentar projeta-la sempre para frente. É um bom método, devo dizer. rs

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

eu no blog da Melissa!

Queridas leitoras,

Eu e a companheira de blog e sapatilhas, Thais, saímos no blog da Melissa, falando de ballet e sobre o filme Black Swan. Para conferir o post, só clicar aqui!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Visitando a loja da Gaynor em NY



Minha amiga, Clara, acabou de me mandar um email contando como foi sua visita à loja da Gaynor Minden, em Nova York. Clara é mais nova que eu, mas está num nível mais avançado no ballet. Fazíamos aulas na mesma academia, no Rio, e ela incluvise me ajudou no editorial da Lagarta inspirado no filme Black Swan, com os tão difíceis braços do Lago dos Cisnes - pois ela dançou a Morte do Cisne ano passado, na apresentação.
Ela também mandou fotos da loja, que estão ao longo do post ( eu só dei uma editadazinha, tá, Clarinha? haha Mania de fotógrafa)! Fofa, né?




"Quando eu cheguei no prédio - que parece residencial, tem um corredorzinho longo, e no final, a entrada da loja mesmo -, não sabia que precisava ter marcado uma hora pra fazer o fitting. Descobri quando a moça me perguntou se eu era uma das meninas das 3:15, e já fiquei achando que não ia conseguir minha sapatilha. Ela estava esperando três bailarinas, mas me pediu pra entrar e disse que não tinha problema. Como elas estavam atrasadas, foi começando comigo mesmo. Ela estava lá sozinha quando eu cheguei, e apesar de já ter lá seus quarenta anos, com certeza foi bailarina - aquela postura e jeito de andar não me enganam (além da forma física dela). Ela foi super simpática e me deixou confortável, porque eu fiquei meio intimidada por estar lá.
Foi tudo muito rápido: ela pediu para eu pisar naquela "régua" para pés deles, e mediu os dois pés (comprimento, largura e acho que altura também - eu tenho o pé direito maior, haha). Depois, pediu pra eu esticar a ponta, como se tivesse feito um tendu, olhou pro meu pé e foi lá pegar a sapatilha. Ela só teve que pegar dois pares, e foi porque a primeira ficou grande. Mas o modelo que ela escolheu foi perfeito. Eu subi na ponta facilmente e achei a Gaynor muito mais confortável e firme do que as outras.
Até me assustei um pouco com a rapidez da coisa. Ela pôs as sapatilhas, um pacotinho de elástico e um pacotinho de fita na sacola, e pronto. Eu fiquei meio sem graça, mas perguntei se podia tirar algumas fotos. Ela disse que podia, e ficou até feliz de eu ter perguntado hahah Tirei as fotos, escolhi um poster (se você for no site, vai ver que eles dão de graça uns posters lindos. Claro que pro Brasil tem um precinho a mais, mas escolhi o meu da Gillian Murphy), e fui embora feliz da vida (só com pena de sair tão rápido)."







E aí, gostaram? Um sonho, né?
Brigada, Clara!

quote

Passei só para publicar o recado mais lindo que recebi da minha antiga professora, Natália, pelo Facebook:

"Hoje falei em vc abessa... Estavam falando que a Natalie arrasou no ballet treinando 1 ano, 8h por dia. Eu disse que quem tem talento pra dançar é assim, que você não sabia nada e fez 1h, 3x na semana e no outro ano já dançou na ponta! Tudo bem que a sua professora era boa, mas não faz milagre, tem que ter dom! Vem em Março??? Vai ter que passar aqui e fazer minha aulaaaaaa! Saudades...muita..."

domingo, 13 de fevereiro de 2011

a 1a aula com a Gaynor e meu probleminha anatômico

Ok, tô com ódio que metade do post foi perdido porque o computador desligou. Mas, vamos ver se consigo reescrever.

Quarta-feira passada foi minha primeira aula de ponta depois das férias. Como a maioria das meninas estavam em sua primeira aula ever, pegamos bem leve - o que foi bom. Pude sentir cada músculo e trabalhar mais meu equilíbrio. A Gaynor é realmente bem mole e confortável, como todo mundo diz. Como estava certinha no meu pé, não pude colocar a ponteira de espuma da Capézio que costumava usar. Então, enrolei alguns dedos no esparadrapo mesmo (como também fazia, por baixo da ponteira - pra vocês verem como meus pés "rasgam" fácil). E sabe que foi até tranquilo fazer aula assim? Os dedos só começaram a doer no final dos 20 minutos - quando já era hora de tirar as sapatilhas. Foi bacana ver minha professora batendo com um martelinho nas caixas das pontas das meninas, pra ajudar a amolecer. Lembrei de como demorei pra amolecer minha Toshie (lembram do sufoco?). A Mônica disse que uma ponta deve amolecer em, no máximo, 3 ou 4 aulas. Se não, tem alguma coisa errada.

No intervalo de troca de sapatilhas, decidi perguntar (novamente) a respeito do meu probleminha anatômico. Já falei dele por aqui, inclusive mostrei em fotos: Meu pé esquerdo é torto, cai pra dentro e, consequentemente, me prejudica muito nos pliés e grand pliés. Minha professora analisou e disse que ele praticamente vira um pé chato e me indicou uma palmilha pro dia-a-dia. Finalmente, alguém me deu alguma solução!!! Já fui em médico grosso, ignorante, que disse de maneira muito insensível (quanto eu tinha 15 anos) que isso era genético e que não tinha jeito, que a única coisa que se podia pensar era em operar e colocar um pino (!). Já ouvi que estava sendo fresca... Esteticamente, como quase ninguém reparava, isso não me incomodava mais. Mas quando vi que estava tendo muita dificuldade no centro para fazer exercícios básicos do ballet, decidi correr atrás disso. A Mônica disse que, como ainda tenho 23 anos, isso pode ser amenizado. Depois dos 25 que não tem mais jeito mesmo. E, durante as aulas, por enquanto, ela me recomendou a não descer tanto nos grand pliés, só ir até o pé não cair (o que é quase nada, praticamente um plié, pra vocês terem noção!) Porque não adianta nada não estar executando o exercício de forma correta, né?
Confesso que isso me desanimou bastante. Ainda vou procurar a palmilha e manter o pensamento positivo para não ser cara e para funcionar.

Não estou nos meus melhores dias. Mas é bom desabafar por aqui.

Beijo e bom final de Domingo.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

dont push it too hard!



Ontem a aula foi maravilhosa! Minhas coxas estão doendo como nunca e minhas inseguranças a respeito da turma foram todas embora. Simplesmente pelo fato de ter feito exercícios muito parecidos com os que eu fazia no Rio. Parece que estou começando o Básico 1 de novo. E tem sido bom retroceder um pouco, pois os novos exercícios de barra do final do Básico 1 estavam me dando uma surra de tão complexos e rápidos. Estou tendo a chance de consertar errinhos fundamentais, como a posição dos braços e o meu cambré. E uma coisa legal é que a Mônica (a professora) gosta bastante de centro. Eu quase não fazia pliés e grand pliés no centro na minha antiga turma. Vocês tinham que me ver caindo fazendo grand plié na 4a posição! haha Ah! E sempre finalizamos a aula com o agradecimento, que é muito bonito de se fazer. É uma das partes que mais gosto. Mas ainda não decorei, claro. Tenho que olhar a professora. rs

Devo dizer que "dou sorte" com professoras. A Mônica é muito atenciosa, calma, sempre para no meio de um exercício para corrigir. É uma nova versão da Natália (estou morrendo de saudades) e acho que não conseguiria fazer aula caso as duas não tivessem essa semelhança. Ontem, ela nos explicou que cada um tem sua quinta e que é um absurdo escolas forçarem suas alunas a fazerem uma quinta completamente fechada. Em função disso, ela teve problema no joelho esquerdo. Contou que, quando foi fazer um curso nos Estados Unidos, a professora parou a aula para "abrir" um pouco o pé dela na quinta posição e disse "Essa é a sua quinta". Mas já era tarde, o joelho já tinha sido forçado durante anos... Ela nos fez entender que sempre temos que tentar um pouco mais, a cada aula, para ultrapassar nossos limites. Mas também temos que respeita-los: Se está sentindo dor onde não deve, pare. Se você está fechando a quinta perfeitamente, mas seu joelho não está esticado, então, não adianta nada. Os movimentos têm que ser executados com perfeição, antes de tudo. Foi uma lição muito boa. :)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

mais Black Swan




Ok, eu vi Black Swan no cinema e fiquei em êxtase. Foi mil vezes melhor do que ver na tela do computador, claro. E agora, vocês vão me aturar publicando videos e mais videos e falando sobre, tá? rs

Ouvi fizer que algumas bailarinas se sentiram ofendidas com o filme. Ah, peraí, né? Não é a primeira vez que bailarinas profissionais são retratadas (em filmes e livros) como bulímicas, anoréxicas, neuróticas, competitivas, fumantes e perturbadas. Até nos Simpsons elas apareceram assim! rs Óbvio que não é a maioria, mas há essa pressão, sim, nas grandes companhias de ballet e elas ficam "doidas" - todo mundo sabe. Além do mais, Black Swan é um thriller, gente! É um filme, uma fantasia. Ninguém ali tá dizendo que é exatamente daquela forma que acontece. Dã.



Quando eu li que as irmãs Rodarte não iam ser indicadas para melhor figurino no Oscar, fiquei revoltada. Mas, ao mesmo tempo, vendo esse vídeo, percebi que a figurinista "oficial" do filme, Amy Westcott, mereceu a indicação, sim! Vendo Black Swan no cinema, pude perceber os detalhes. Como ela trabalhou o cisne branco na Nina e o Negro na Lily, e como o Negro ia surgindo aos poucos nas roupas de Nina (como é explicado no video). Sem falar que toda a cartela de cores e texturas foram muito bem pensadas. Do cachecol da Nina até a blusa rasgada que Lily empresta para ela sair a noite. Encaixam perfeito na história, como um todo.


Esse aqui também é muito legal! Mas não tem opção de incorporar. Tem também a entrevista da Natalie no David Letterman. Clique aqui pra assistir.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

a primeira aula numa nova escola

Eu estava com medo da minha primeira aula de ballet aqui em Brasília. Eu sou toda ansiosa, toda insegura, né? Mas posso dizer que foi ótima! Dei muita sorte. A minha nova professora, a Mônica, tem uma trajetória parecida com a da Natália. Ela abriu uma academia bem nova, aos 20 anos e também tem uma visão menos tradicional a respeito do ballet. Ainda assim, ela explica a técnica com toda paciência durante as aulas. E gostei bastante do fato dela comentar os métodos (disse que lá o método usando é o Vaganova, com algumas influências do Royal) e explicar um pouquinho mais sobre pontas (porque, vamos combinar que as professoras falham nesse quesito). Como as meninas estão começando, precisam de indicações. Achei muito legal da parte dela indicar não só pontas nacionais, como as produzidas lá fora também (citou a Freed e a Gaynor). Já dá pra perceber que o poder aquisitivo aqui em Brasília é outro, né? Para uma professora de dança indicar em sala de aula uma Gaynor... haha

A única coisa que não gostei muito é que a turma é grande. Um número bom, pra mim, é no máximo 6 alunas. Lá, devem ter umas 10, no mínimo. A faixa etária nem é tão adulta assim. Acho que só devem ter duas meninas com a mesma idade que eu. O resto, é tudo teen. haha Só que todas se dedicam e estão ali de corpo e alma. Isso já me animou bastante! Está decidido que vou ficar lá. Só não perguntei se estamos seguindo algum nível...

A aula de ponta é só semana que vem, para meu desespero. haha Queria começar logo!

:*